Domingo, 1 de Novembro de 2009
Três Cantos

Ontem à noite, no Coliseu,

os portuenses renderam-se à música e às palavras

de José Mário Branco, Sérgio Godinho e

Fausto Bordalo Dias.

Uma noite mágica com casa cheia e público cúmplice.

 

 

 

 

 

 

 

Aprende a nadar, Companheiro,

que a maré se vai levantar!



publicado por amaroporto2 às 16:36
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 24 de Maio de 2009
Andanças para a LIBERDADE

 

 

 Será lançado no Porto, no próximo dia 28 de Maio de 2009, pelas 18h 30m na Cooperativa Árvore, o Volume I do livro de Camilo Mortágua "Andanças para a Liberdade", editado pela Esfera do Caos

 

 

 

 

O pátio
 
O pátio em questão ficava nas traseiras de um pequeno prédio de rés-do-chão e águas furtadas, quatro a cinco metros abaixo do nível da rua, cercado por um muro que impedia, a quem nele estivesse, de ver para além do espaço que vedava. Para poder ver para além do muro, era necessário subir pelo menos até meio da escada que dava para a rua.
Essa minha primeira descida para o pátio, sempre a considerei a minha primeira descida ao inferno, ou a minha primeira entrada no mundo dos mortos-vivos, como se Orfeu e Aristeu, numa só pessoa, sem o saber, ali tivessem encontrado Eurídice, aquela por quem, a partir de então, me bateria, aquela que, ao contrário da outra da lenda, me resgataria do subterrâneo da vida, do limbo social, para a luz do Sol e da Liberdade.
A minha Eurídice, ali e então revelada, ainda se chama consciência de classe. Ali aprendi a conhecer profundamente as razões da minha assumida e inevitável paixão pela Liberdade. A paixão de lutar pela vida entre os vivos, à luz do sol, em favor dos da minha condição.
Ali, a quatro ou cinco metros abaixo do nível das ruas e das casas onde viviam aqueles que eram considerados “pessoas”; sem água corrente, nem luz, nem esgotos; ali, onde era necessário ter bons rins para enfiar o cu em semicúpio na retrete suspensa e entalada lá no alto, ao nível da rua; ali, onde se escondiam sete famílias em 120 a 140 metros quadrados, entre as quais ainda existiam abissais diferenças de cultura e de condições económicas; ali, daquele pátio que nos colava à pele o estigma da não existência social, afugentando do nosso convívio quem ali não pertencesse (como se leprosos fôssemos); ali, repito, no dia-a-dia da vergonha que sentíamos nos outros pela nossa presença, fui forjando os mecanismos das minhas futuras opções.
Razão tinha Braudel ao afirmar que “é nas ‘caves’ do tecido social, na humidade dos espaços térreos, que nascem as raízes das grandes transformações sociais.
A aldeia e as brincadeiras de infância, o respeito que sentimos por nós próprios quando os outros nos respeitam, o genuíno e puro das relações desinteressadas, o esvoaçar das estrelas e papagaios de papel ao vento das marinhas, as primeiras ingénuas descobertas sentimentais, a segurança no mundo conhecido, tudo isso desapareceu ao descer ao Pátio do 26 da Rua Luís Monteiro.
Impacto mais desolador, porque o meu sonho sobre a longínqua capital, sobre a terra de onde vinha o pão de trigo, era um sonho impreciso, mas repleto de belas imagens.
Lá na aldeia eu era: o Come e Cala, o Batata, o menino Camilo, o menino dos Salça; de repente, senti-me ninguém… senti-me remetido à condição dos que não contam!
Os anos que passei naquele espaço térreo construíram em mim certezas inabaláveis, convicções mais fortes e duradouras que as que me foram dadas através das leituras feitas ao longo da vida.
O dia-a-dia da família – eu, meus pais e minhas duas irmãs, vivendo em dois compartimentos de alguns nove metros quadrados cada – exercia sobre nós pressões contraditórias mas intensas. A exagerada densidade demográfica do nosso espaço habitável impelia por um lado a uma exagerada intimidade física provocadora de atritos comportamentais e, por outro, exigia uma grande coesão sem a qual a vida se tornava impossível.
 
Camilo Mortágua, Andanças para a Liberdade (Vol. I)

 

 Camilo Mortágua

 

Entre os inimigos de Salazar que lutaram de armas na mão contra o Estado Novo destacam-se dois homens: Camilo Mortágua e Hermínio da Palma Inácio ― os últimos revolucionários românticos. A eles se devem os golpes mais espectaculares que abalaram a ditadura. Mas a história da acção directa contra o regime há-de reservar a Camilo Mortágua um capítulo muito especial: participou na Operação Dulcineia, em Janeiro de 1961, comandada pelo capitão Henrique Galvão e inspirada pelo general Humberto Delgado ― o desvio do paquete português «Santa Maria», que seria o primeiro acto de pirataria dos tempos modernos. Mais tarde, com Palma Inácio e outros companheiros, fundaria a LUAR.
Nos últimos anos tem trabalhado na concepção e implementação de programas e projectos de desenvolvimento local, assim como na mobilização de pessoas e grupos socialmente desprotegidos e na animação e organização de comunidades em risco de exclusão.
Presidente da DELOS Constellation, Association International pour le Developpement Local Soutenable (1994-2002). Presidente da APURE, Associação para as Universidades Rurais Europeias. Grande Oficial da Ordem da Liberdade da República Portuguesa.

 



publicado por amaroporto2 às 10:22
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
O Porto de José Gomes Ferreira

 

XXI 
                         (O Eugénio de Andrade espera-me num Café.
                  Atravesso as ruas do Porto a cidade onde nasci
                            - com os punhos cerrados de dor.)
 
 
  Não nasci por acaso nestas pedras
  mas para aprender dureza,
  lume excedido,
  coragem de mãos lúcidas. 
 
  Aqui no avesso da construção dos tempos
  a palavra liberdade
  é menos secreta. 
 
  Anda nos olhos da rua,
  pega lanças aos gestos,
  tira punhais das lágrimas,
  conclui as manhãs. 
 
  E principalmente
  não cheira a museu azedo
  ou a musgo embalado
  pela chuva na boca dos mortos. 
 
  Começa nos cabelos das crianças
  para me sentir mais nascido nestas pedras. 
 
  Porto
  - cidade de luz de granito. 
  Tristeza de luz viril
  com punhos de grito. 
 
                                          José Gomes Ferreira, in Comboio

 

 



publicado por amaroporto2 às 17:52
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 25 de Abril de 2009
25 de Abril



publicado por amaroporto2 às 00:20
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
DIA DA TERRA todos os dias

 

 

 É este o tipo de ambiente que queremos?

 

 



publicado por amaroporto2 às 15:56
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
Páscoa 2009



publicado por amaroporto2 às 18:54
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009
Um "gajo" do Porto

 

 

Rui Reininho:

 

Daqui [Porto] saiu o primeiro manifesto contra a escravatura e a pena de morte, a luta contra o Absolutismo, a resistência ao Cerco do Porto.

 

Perdemos o poder reivindicativo e já estamos a sofrer com o erro de canalizar tudo para a capital.

 

As casas estão devolutas [centro histórico], o comércio - que era vivo e forte - está, agora, a morrer. Andar na Baixa é quase como fazer uma peregrinação.

 

A Praça da Liberdade, os Aliados e a Cordoaria estão terríveis.

 

O "Barney" e o "Fred" foram para a pedreira.

 

Em minha opinião, estragaram tudo.

 

A calçada portuguesa e os jardins foram substituídos por granito vindo da China...

 

Para mim, estas obras são sinónimo de falta de sensibilidade, resultado de uma mera "arquitectura espectáculo".

 

in VIVA!

 

Tripeiro sofre!... digo eu.

 

 

 



publicado por amaroporto2 às 15:31
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 5 de Abril de 2009
Meu PORTO



publicado por amaroporto2 às 22:24
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 31 de Março de 2009
Nobre Povo

 

 

[...]

São o Nobre Povo Tripeiro

Leal, solidário e Altaneiro

São a pronúncia e o brasão do Norte

São a Sé, o Barredo, a Vitória, o Bonfim

São o começo, o meio e o fim.

São a minha cidade, o meu abrigo, o meu cais.

Ai, Porto, deixa-me repousar no teu granito

No leito do Douro que corre aflito

Entre margens de vidas de fihos e pais

[...]

 

Maria de Lourdes dos Anjos (Dezembro de 2006),

in "Nobre Povo"

 

 

 

 



publicado por amaroporto2 às 22:06
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 22 de Março de 2009
Um Cheirinho dos Açores na Invicta

 

O Peter Café Sport na cidade do Porto

 

 

Quem já foi à ilha do Faial (Açores), mais concretamente à cidade da Horta, com certeza que visitou o Peter Café Sport. As recordações originais, as peças de roupa com o simpático cachalote e o famoso gin que lá pode tomar, tornam essa viagem inesquecível.

 

 

Pois, agora, os portuenses podem desfrutar dum espaço semelhante, mesmo junto ao Douro, no Cais da Ribeira, nº 24.

 

 

Para além do gin tónico e das tostas, serve uma iguaria com sotaque do Porto, a Açorianinha, que combina a tosta típica com o sabor da Francesinha tripeira.

 

 

No 1º andar fica a loja que, neste momento, está à espera da colecção Primavera/Verão, mas onde já se podem comprar alguns objectos.

 

 

Vale a pena passar por lá e ficar na esplanada, contemplando o rio e as gaivotas, num fim de tarde ameno, saboreando um gin e uma queijada da Graciosa.

 

 

Está aberto todos os dias.
De segunda a quinta: das 10 às 24h.
Sexta, sábado e domingo só fecha às 2h da manhã.

 

 

Atreva-se!

 



publicado por amaroporto2 às 19:45
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

.mais sobre mim
.links
.as minhas fotos
.Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.posts recentes

. Três Cantos

. Andanças para a LIBERDADE

. O Porto de José Gomes Fer...

. 25 de Abril

. DIA DA TERRA todos os dia...

. Páscoa 2009

. Um "gajo" do Porto

. Meu PORTO

. Nobre Povo

. Um Cheirinho dos Açores n...

. O Porto merece melhor

. Um Estilo de Ser Portuguê...

. Adriano de Paiva Brandão

. 2009

. Boas Festas!

. Aos 100 anos, Manoel de O...

. Aos 100 anos, Manoel de O...

. Aos 100 anos, Manoel de O...

. Ver o Porto com Hélder Pa...

. O Porto de José Régio

. Os Pequenos Prazeres

. COMÉRCIO JUSTO E SOLIDÁRI...

. Manuel de Oliveira

. TODO O MUNDO É COMPOSTO D...

. Manuel António Pina põe o...

. A VIOLONCELISTA DO PORTO

. Momentos da minha cidade

. PARAR PARA PENSAR

. O GENERAL SEM MEDO

. A VERGONHA DOS RECIBOS VE...

.arquivos

. Novembro 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

.pesquisar neste blog
 
.tags

. todas as tags

.Fazer olhinhos
blogs SAPO
.subscrever feeds