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Amar o PORTO +

"Não há futuro sem memória. Sem enraizamento e sem memória, os povos, como os homens, são apenas náufragos." Manuel António Pina

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Manuel Alegre no Porto

25.01.08, amaroporto2

 

CLUBE dos PENSADORES

 
Debate
 "Sistema Político: alternâncias e alternativas"
 
 Dia 28, Hotel Holiday Inn, em Gaia, pelas 21h30
 
Convidado especial: MANUEL ALEGRE (fundador do PS e vice-presidente da A.R.)

Convidado permanente: JOAQUIM JORGE (biólogo e fundador do clube)

Convidado específico: PEDRO LARANJEIRA (jornalista e director da revista Perspectiva)

Convidado da sociedade civil: MARIA LEONOR SILVA (jornalista e directora do " Comércio de Gaia")
                Devíamos ser um povo mais culto e ter cuidado nas
escolhas que fazemos quer nos partidos
quer nos governos
   


O sistema político está esgotado. A crise vai-se acentuar com as novas leis para as eleições autárquicas e legislativas, exercendo efeitos muito perniciosos na vida pública. A vida interna dos partidos tem que ser alterada e não pode estar à mercê de: pagamento de quotas; procedimentos eleitorais; formas de militância; listas; sindicatos de voto; democracia interna; tráfico de influências; promiscuidades várias; etc.  Funcionam como empresas, em que o secretariado nacional é a administração, a comissão política a direcção e a comissão nacional os cargos intermédios, finalmente os militantes de base são os trabalhadores.
O país está cansado dos mesmos políticos e eles não têm ou não querem ter consciência disso. Não é alterando as leis eleitorais que se renova a democracia quer local quer nacional. As pessoas querem caras novas e a alternativa é renovar os rostos daqueles que estão à frente de projectos políticos. O sistema político não permite a renovação dos partidos, a sadia e salutar crítica e contraditório, fomentando alternâncias e alternativas
Esta oligarquia partidária, tem que ser alterada, a indiferença grassa, a naturalização do inevitável e impossibilidade de modificar este estado de coisas terá consequências nefastas no futuro das novas gerações. A política é vista como algo sujo e promíscuo com a retórica de dizer uma coisa e fazer outra.
A culpa é nossa devíamos ser um povo mais culto e ter mais cuidado nas escolhas que fazemos quer nos partidos quer nos governos, e o grau de exigência fosse o devido e não o mal menor.
 
JOAQUIM JORGE, in Clube dos Pensadores,
22 Janeiro 2008

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