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Amar o PORTO +

"Não há futuro sem memória. Sem enraizamento e sem memória, os povos, como os homens, são apenas náufragos." Manuel António Pina

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"Não há futuro sem memória. Sem enraizamento e sem memória, os povos, como os homens, são apenas náufragos." Manuel António Pina

Ver o Porto com Hélder Pacheco

03.12.08, amaroporto2

 

Este livro representa o percurso de um portuense atento ao que se passou na sua cidade, disposto a enfrentar os desafios das transformações que nela vão ocorrendo e a assunção da defesa da sua integridade contra os assaltantes do nosso quotidiano. É, se quisermos, uma sucessão de depoimentos pessoais sobre como a passagem dos anos foi sendo vista por uma testemunha implicada nos acontecimentos. Persistência e mudança, perenidade e modificação. Grandeza e miséria, dignidade e servidão, estabilidade e conflito. Eis o espaço em que nos movemos neste universo a que chamamos Porto. Dele se fala e volta a falar. Por ele se insiste. A partir dele se propõe um amanhã que não desminta a História. Sem renunciar ao combate, sem concessões, ao que se desconsidera e rejeita. Sem esquecer o apoio persistente e, quando não, caloroso ao que se aprecia e considera. Com a cidade, pela cidade, em prol da cidade. Nos bons e nos maus momentos. Sempre. Porque a cidade, como todo o grande amor, ama-se sem perder tempo a justificar porquê. Apenas porque sim, já que as justificações remeteriam para o mar das infâncias, o turbilhão das emoções e dos sentimentos, o tropel dos vivos e dos mortos. Para o grande Segredo, o grande Silêncio, o grande Mistério.
Hélder Pacheco, Ver o Porto