Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Amar o PORTO +

"Não há futuro sem memória. Sem enraizamento e sem memória, os povos, como os homens, são apenas náufragos." Manuel António Pina

Amar o PORTO +

"Não há futuro sem memória. Sem enraizamento e sem memória, os povos, como os homens, são apenas náufragos." Manuel António Pina

AINDA O RIVOLI

25.09.07, amaroporto2
Quarta-feira, 16 de Maio de 2007
  

 O espectáculo “Liberdade, liberdade!”, a mais recente co-produção do Inatel/Teatro da Trindade e do Teatro TapaFuros, pretende reflectir uma certa realidade portuguesa vivida entre os anos 40 e 60 do séc. XX. No país político do Estado Novo salazarista e salazarento, desenrolam-se tensões e conflitos entre presos, guardas e familiares. A história inicia-se quando um comício relâmpago num café de Lisboa causa a prisão dum estudante católico e dum operário ingénuo. Depois, o assalto da Pide a uma tipografia clandestina conduz à prisão dum militante comunista. Reunidos na mesma cela, entre as visitas dos familiares e as desavenças com os guardas, as traições, as denúncias, as corrupções e as cumplicidades, os presos preparam uma fuga que conduzirá cada uma das personagens à liberdade ou à tragédia. Com texto de Filomena Oliveira e Miguel Real, encenação de Filomena Oliveira e interpretação dos actores Carla Guerreiro, Filipe Araújo, Flávio Tomé, João Mais, Paula Coelho, Rui Mário e Samuel Saraiva, o espectáculo está em cena no Teatro Bar do Teatro da Trindade até ao dia 2 de Junho, de Quinta-feira a Sábado às 23 horas, sendo o preço dos bilhetes de 8 €.

 

Assim noticia a DICA da Semana este espectáculo que, evidentemente, me parece ser digno de ser visto.
Mas o que faz este texto num blog dedicado à cidade do Porto?
Como diz o Sérgio Godinho, “isto anda tudo ligado”... É que sou sócia do INATEL e tenho acompanhado o excelente contributo do Teatro da Trindade na vida cultural da capital. O INATEL apresentou uma projecto de exploração do nosso Rivoli, que foi preterido pelo iluminado Presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, a favor do projecto de Filipe La Féria.
Não sou fundamentalista e nada me move contra o Sr. La Féria. Reconheço que é um homem com talento e com sucesso. Mas o Porto está a transformar-se, na opinião de muitos portuenses, num deserto cultural. E isso nenhum de nós quer. Só uma oferta cultural diversificada e sistemática pode dar ao Porto o lugar a que tem direito, pelo seu passado e em nome do futuro que desejamos.
   
           Porto.Teatro Rivoli                                 Lisboa. Teatro da Trindade