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Amar o PORTO +

"Não há futuro sem memória. Sem enraizamento e sem memória, os povos, como os homens, são apenas náufragos." Manuel António Pina

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O FALSO PELOURINHO

29.09.07, amaroporto2

Domingo, 27 de Maio de 2007

 

A monumental coluna que se ergue no Terreiro da Sé, em frente à catedral portuense, é uma obra de 1940, ali colocada quando a Câmara (que, nessa altura, ocupava o palácio episcopal) demoliu os arruamentos e as velhas construções que encobriam praticamente a Sé e o Paço e construiu o amplo terreiro lajeado.

O autêntico pelourinho da cidade foi construído no tempo de D. Manuel I, em consequência do foral dado à cidade em 20 de Junho de 1517, e foi colocado na Ribeira, em lugar destacado sobre a muralha fernandina, bem perto da forca que ali esteve erguida também, durante vários anos. Foi destruído no séc. XVIII, segundo parece no contexto duma campanha (que se estendeu também ao séc. XIX) de demolição de monumentos símbolo de opressão e despotismo. (1)

Segundo gravuras antigas, o pelourinho do Porto era constituído por uma bela peça de cantaria assente em três degraus de pedras; no topo da coluna, em forma torcida, tinha uma coroa manuelina que rematava com a esfera armilar encimada por um catavento. A coluna tinha ainda um varão de ferro do qual pendia um lampião que iluminava o pelourinho durante a noite.

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(1) Devo dizer que não sou partidária do apagamento da memória colectiva, através da destruição dos monumentos ou de objectos do passado. Mesmo que esse passado nos envergonhe. É assumindo os erros, e aproveitando o que ficou deles como exemplo, que melhor poderemos evitá-los nas gerações futuras.