Porque nem na morte vou perder o meu sentido de humor
nem a minha ironia.
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MIOPIA
Sempre que vejo o que os meus olhos não queriam ver (mas que sabem ser verdade) É sempre este doer. Como se a minha sensibilidade estivesse toda no olhar e ver. Como se a minha revelação apenas viesse inteira, para além da fronteira do que os meus olhos dão. Sempre que vejo... Porque me dói assim? Porque se desprende em mim essa mágoa-essência de surpresa retardada? A minha consciência está míope e cansada. |
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Fernanda Botelho nasceu no Porto, em 1926, filha de uma família aristocrática com dum sentido de austeridade com o qual iria romper. Quis entrar em Direito, mas tal foi-lhe proibido pela mãe, que conseguiu levá-la a um "curso de mulheres", em Coimbra. Depois de ter iniciado os estudos, considerou que o meio coimbrão era demasiado conservador e muda-se para Lisboa, onde terminou o curso de Filologia Clássica. Ficcionista, tradutora e poetisa foi, nos anos 50, co-fundadora da revista Távola Redonda, onde publicou as suas primeiras poesias.
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Fernanda Botelho morreu, no passado dia 11 de Dezembro, aos 81 1nos
Assustador é o sofrimento, não a morte.
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Vá espreitar o blogue LUAR DE JANEIRO e leia o início de "Dramaticamente Vestida de Negro" desta autora portuense(http://luardejaneiro.blogs.sapo.pt) |
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